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Enterro de jornalista terá de ser rateado entre amigos

Publicada em 27/10/2011 às 10h14. Atualizada em 27/10/2011 às 10h29
Lucas Esteves

O jornalista baiano Wellington Ribeiro, conhecido entre os amigos de redação como “Major”, morreu a noite da última terça-feira (25) devido a complicações de diabetes e hepatite. Ele tinha 62 anos e, segundo amigos próximos, será enterrado às 17h desta quinta (27) no Cemitério Quinta dos Lázaros. Sem parentes na cidade, porém, o jornalista precisará da ajuda dos companheiros mesmo depois de morto.
 
Será preciso que ex-colegas e amigos que o jornalista deixou em Salvador se juntem para contribuir financeiramente para que o corpo de Ribeiro seja sepultado. Segundo a jornalista Bernadete Farias, que ajuda a providenciar os detalhes do funeral, toda a despesa foi calculada em R$ 4.230. Ela sugere que os amigos e admiradores de Major possam entrar na cotização da despedida do companheiro em doações que variem entre R$ 30 e R$ 50.
 
Após sua morte, o corpo de Wellington Ribeiro só foi liberado depois que um irmão que mora em Minas Gerais viesse à Bahia para agilizar a burocracia necessária. Amigos relataram que Major vivia uma vida digna nos últimos tempos, apesar de simples e com os problemas de saúde. Ao menos para as despesas básicas não lhe faltava dinheiro e Major não passava necessidades. Ele estava internado na Emergência do Hospital Roberto Santos quando morreu.
 
Bernadete concentra os esforços pela reunião do dinheiro que pagará o enterro do amigo e divulgou que qualquer pessoa que deseje contribuir realize um depósito em sua conta de bancária (Banco do Brasil || Agência 1602-0 || Conta Corrente 38813-0 || Bernadete Farias Espinosa).
 
Carreira - Wellington Ribeiro trabalhou nos diários A Tarde e Jornal da Bahia, e na Secretaria Municipal de Comunicação Social de Salvador e, recentemente, escrevia textos críticos e dava informações exclusivas em diversos veículos da cidade, inclusive da internet. Outra atividade era coordenar o Movimento Cristão em Defesa do Metrô, em Salvador.
 
Plural, Major era formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, o que o permitiu também ser, além de cronista, um poeta conhecido pela verve polêmica, o que o rendeu um segundo apelido, “poeta doidão”. E foi exatamente com essa alcunha que Ribeiro promoveu uma campanha para tentar se eleger deputado estadual em 2006, eleição que perdeu. "É um baiano, poeta doido, mas não é ladrão", dizia o slogan.

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